{"id":6221,"date":"2024-11-26T16:31:25","date_gmt":"2024-11-26T16:31:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wygroup.net\/?p=6221"},"modified":"2024-11-26T16:31:28","modified_gmt":"2024-11-26T16:31:28","slug":"rebranding-evolucao-ou-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wygroup.net\/pt-pt\/rebranding-evolucao-ou-revolucao\/","title":{"rendered":"Rebranding: Evolu\u00e7\u00e3o ou Revolu\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A li\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 clara: mudar \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio, mas nunca \u00e0 custa da alma da marca. Esta n\u00e3o se vende nem ao Diabo!<\/h1>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O mundo das marcas tem assistido recentemente a transforma\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deixam ningu\u00e9m indiferente. A mudan\u00e7a recente da Jaguar, e o filme que a suportou, criaram um enorme coro de protesto e indigna\u00e7\u00e3o pelo corte radical que fez com o seu passado e pelo aparente apagamento dos mais de 100 anos de hist\u00f3ria da marca. Ser\u00e1 que existe justificativo para tal? Ser\u00e1 que um problema comercial, ligado ao produto, o justifica? Qual \u00e9 o limite para um rebranding?<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o, portanto, muitas as d\u00favidas e as quest\u00f5es que me surgem quando olhamos para esta tem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es feitas pela Jaguar \u2014 uma das mais ic\u00f3nicas marcas autom\u00f3veis brit\u00e2nicas, com mais de 100 anos de hist\u00f3ria \u2014 adotaram uma abordagem radical na sua mudan\u00e7a. Partiram de uma imagem forte de um felino conhecido pela sua velocidade exuberante e tornaram o log\u00f3tipo num conjunto de letras arredondadas mais pr\u00f3ximas das utilizadas na ind\u00fastria da moda.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentando retrocessos significativos nas vendas, e num momento em que a ind\u00fastria autom\u00f3vel atravessa uma transforma\u00e7\u00e3o profunda com a eletrifica\u00e7\u00e3o, a marca optou por uma reinven\u00e7\u00e3o total. No entanto, esta mudan\u00e7a gerou uma onda de controv\u00e9rsia, especialmente nas redes sociais, onde muitos acusaram a Jaguar de abandonar as suas ra\u00edzes e alinhar-se com uma cultura \u201cwoke\u201d que, para alguns, desvirtua a ess\u00eancia da marca.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta decis\u00e3o levanta uma quest\u00e3o cr\u00edtica: faz sentido uma marca deitar fora d\u00e9cadas de hist\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o apenas porque o portf\u00f3lio atual n\u00e3o est\u00e1 a ter a performance esperada? A resposta n\u00e3o \u00e9 simples, e exige reflex\u00e3o. A for\u00e7a de uma marca reside n\u00e3o s\u00f3 na qualidade dos seus produtos, mas na narrativa que construiu ao longo do tempo. Quando essa narrativa \u00e9 abruptamente descartada, corre-se o risco de alienar a base de consumidores mais fiel, sem garantir ainda a conquista de novos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida que as marcas precisam de evoluir para sobreviver. Esta evolu\u00e7\u00e3o pode e deve implicar mudan\u00e7as \u2014 mas mudan\u00e7as que construam sobre o passado e n\u00e3o o apaguem literalmente. No maravilhoso mundo das marcas falamos muito em consist\u00eancia como um valor fundamental. Onde est\u00e1 ela neste exemplo?<\/p>\n\n\n\n<p>Temos v\u00e1rios outros exemplos que demonstram que \u00e9 poss\u00edvel modernizar uma marca sem comprometer a sua identidade. J\u00e1 a Jaguar, ao optar por esta rutura radical, compromete a sua heran\u00e7a de excel\u00eancia e sofistica\u00e7\u00e3o, alienando os consumidores que valorizam precisamente essa tradi\u00e7\u00e3o e que, para todos os efeitos, s\u00e3o aqueles que hoje conduzem os seus carros.<\/p>\n\n\n\n<p>O verdadeiro desafio est\u00e1 em equilibrar inova\u00e7\u00e3o com o respeito que a hist\u00f3ria nos deve sempre merecer. Se uma marca pretende manter o seu nome e a sua reputa\u00e7\u00e3o, deve saber honrar o que j\u00e1 conquistou. \u00c9 a partir dessa base s\u00f3lida que se constr\u00f3i o futuro. Caso contr\u00e1rio, talvez seja prefer\u00edvel criar uma nova marca do zero, livre de qualquer legado. Que sentido faz mantermos aquilo que na nossa an\u00e1lise s\u00f3 nos atrapalha? Ficamos com o nome, mas queremos perder os valores de mais de uma centena de anos. Faz sentido?<\/p>\n\n\n\n<p>O rebranding \u00e9 uma ferramenta poderosa, mas deve ser usado vindo de uma estrat\u00e9gia bem clara e com grande sentido cr\u00edtico. A mudan\u00e7a deve ser uma evolu\u00e7\u00e3o bem pensada, n\u00e3o uma simples rea\u00e7\u00e3o ao mercado ou \u00e0s tend\u00eancias do momento. As marcas n\u00e3o podem esquecer que a sua hist\u00f3ria \u00e9 parte integrante do seu valor. Quando bem feita, a mudan\u00e7a refor\u00e7a a identidade; quando mal conduzida, coloca em risco d\u00e9cadas de constru\u00e7\u00e3o e agrava, certamente, o problema que est\u00e1 na sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p>A li\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 clara: mudar \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio, mas nunca \u00e0 custa da alma da marca. Esta n\u00e3o se vende nem ao Diabo!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Artigo escrito por Jo\u00e3o Santos, COO do WYgroup, originalmente publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/opiniao\/rebranding-evolucao-ou-revolucao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ECO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A li\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 clara: mudar \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio, mas nunca \u00e0 custa da alma da marca. Esta n\u00e3o se vende nem ao Diabo! O mundo das marcas tem assistido recentemente a transforma\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deixam ningu\u00e9m indiferente. 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