{"id":6205,"date":"2024-11-14T09:55:13","date_gmt":"2024-11-14T09:55:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wygroup.net\/?p=6205"},"modified":"2024-11-14T09:55:15","modified_gmt":"2024-11-14T09:55:15","slug":"hoje-ha-castanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wygroup.net\/pt-pt\/hoje-ha-castanhas\/","title":{"rendered":"Hoje h\u00e1 castanhas\u2026"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Uma marca com uma identidade forte n\u00e3o evita pol\u00e9micas a qualquer custo, mas sim encara-as com uma postura aut\u00eantica, sem se desviar do seu caminho. E aceita o erro quando existe.<\/h1>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O grande desafio das marcas na atualidade vai para l\u00e1 da relev\u00e2ncia, passa pela fidelidade ao seu ADN e ao seu prop\u00f3sito, mesmo perante situa\u00e7\u00f5es adversas. As marcas de hoje enfrentam mercados saturados, onde j\u00e1 n\u00e3o chega serem apenas conhecidas; \u00e9 preciso serem reconhec\u00edveis e memor\u00e1veis. <\/p>\n\n\n\n<p>A Control Portugal fez uma publica\u00e7\u00e3o que abordava de forma humor\u00edstica o dia de S\u00e3o Martinho, utilizando a refer\u00eancia a \u201cCastanhas e Minhocas\u201d num tom atrevido, alinhado com a personalidade que a marca sempre cultivou e nos habituou. Por\u00e9m, a publica\u00e7\u00e3o gerou desagrado em alguns setores, e a marca decidiu retir\u00e1-la. A decis\u00e3o de remover a publica\u00e7\u00e3o pode ter sido um bom movimento em defesa do neg\u00f3cio, mas foi, certamente, um movimento dif\u00edcil para a defesa da marca e da sua consist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Construir uma marca s\u00f3lida e confi\u00e1vel implica manter uma linha de comunica\u00e7\u00e3o coerente e fiel aos valores que definidos. No branding, \u00e9 a consist\u00eancia que faz uma marca ser lembrada, especialmente em setores onde a extrema concorr\u00eancia leva a que as mensagens tendem a confundir-se. Uma marca que muda o seu tom de voz para agradar a cr\u00edticas moment\u00e2neas, arrisca-se a diluir a sua identidade e, com ela, a perder a confian\u00e7a do seu p\u00fablico. Ora, ser coerente n\u00e3o significa ignorar as rea\u00e7\u00f5es das comunidades \u2013 \u00e9, sim, a capacidade de sustentar um posicionamento, equilibrando irrever\u00eancia com respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Control, h\u00e1 uma longa tradi\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o atrevida e divertida, sendo esta abordagem uma pe\u00e7a fundamental da sua identidade de marca. A equipa da marca \u00e9 profissional, sabedora e muito consciente do seu trabalho. A publica\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o, ainda que potencialmente pol\u00e9mica, refletia uma personalidade coerente com o que a marca sempre foi: ousada, criativa e disposta a provocar conversas sobre temas que, apesar de naturais, continuam a ser considerados tabus. As marcas que se destacam e crescem s\u00e3o aquelas que aceitam o risco de serem aut\u00eanticas \u2013- mesmo que nem sempre agradem a todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente que o contexto importa. Numa era em que as comunidades t\u00eam cada vez mais voz e poder para exigir das marcas posicionamentos que respeitem a diversidade de opini\u00f5es, \u00e9 fundamental que as marcas estejam abertas ao di\u00e1logo. Saber reconhecer quando uma mensagem n\u00e3o foi bem recebida e mostrar capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma enorme virtude. Contudo, manter-se aut\u00eantico e fiel ao seu prop\u00f3sito n\u00e3o deve significar ceder ao ponto de anular uma mensagem. No caso da Control, ao optar pela retirada da publica\u00e7\u00e3o, a marca abdicou de um di\u00e1logo construtivo com o p\u00fablico, perdendo uma oportunidade de clarificar a sua posi\u00e7\u00e3o e de humanizar-se. Afinal, ningu\u00e9m \u00e9 perfeito!<\/p>\n\n\n\n<p>O exemplo da Control ensina-nos que o poder de uma marca reside em ser fiel ao seu prop\u00f3sito e em respeitar a ess\u00eancia do que representa. Uma marca com uma identidade forte n\u00e3o evita pol\u00e9micas a qualquer custo, mas sim encara-as com uma postura aut\u00eantica, sem se desviar do seu caminho. E aceita o erro quando existe. Porque, no final, s\u00e3o as marcas com personalidade e um prop\u00f3sito claro que criam as liga\u00e7\u00f5es mais duradouras e, em \u00faltima inst\u00e2ncia, conquistam o cora\u00e7\u00e3o dos seus consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Num mercado onde cada vez mais marcas temem posicionar-se por receio de ofender, cabe relembrar a import\u00e2ncia de ser genu\u00edno e de manter uma voz distinta. A Control Portugal \u00e9, e certamente continuar\u00e1 a ser, uma marca que nos lembra a todos que podemos criar e sorrir sem ofender. Tudo o que a marca j\u00e1 fez at\u00e9 hoje devia dar-lhe o cr\u00e9dito de ser vista e sentida como uma marca inclusiva e nada discriminat\u00f3ria. Que o caminhe continue e que outras marcas lhe sigam o exemplo, e sem mais apagamentos. Os profissionais que trabalham esta marca e o Marketing n\u00e3o o merecem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Artigo escrito por Jo\u00e3o Santos, COO do WYgroup, originalmente publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/opiniao\/hoje-ha-castanhas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ECO<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma marca com uma identidade forte n\u00e3o evita pol\u00e9micas a qualquer custo, mas sim encara-as com uma postura aut\u00eantica, sem se desviar do seu caminho. E aceita o erro quando existe. 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