{"id":6039,"date":"2024-10-17T09:24:41","date_gmt":"2024-10-17T09:24:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wygroup.net\/?p=6039"},"modified":"2024-10-17T09:24:43","modified_gmt":"2024-10-17T09:24:43","slug":"o-storytelling-passou-a-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wygroup.net\/pt-pt\/o-storytelling-passou-a-historia\/","title":{"rendered":"O storytelling passou \u00e0 hist\u00f3ria?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>Todos temos a nossa hist\u00f3ria: moldada com o tempo, pelos caminhos que seguimos e por outros que evitamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos criamos hist\u00f3rias: as de embalar, as que usamos em entrevistas e apresenta\u00e7\u00f5es de trabalho ou as que vivemos no nosso dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos nos cruzamos com hist\u00f3rias: nas not\u00edcias, nas ruas, no caf\u00e9 do bairro, em livros e filmes, num post de LinkedIn ou v\u00eddeo do TikTok ou nos manuais de Hist\u00f3ria com \u201cH grande\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Hist\u00f3ria sempre foi feita de grandes e pequenas hist\u00f3rias. E as marcas sabem disso \u2013 ou pelo menos deviam saber. O&nbsp;<em>storytelling<\/em>&nbsp;pode fazer a diferen\u00e7a entre o estatuto de&nbsp;<em>love brand&nbsp;<\/em>e de \u201c\u00e9 s\u00f3 uma marca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>storytelling<\/em>&nbsp;de marca \u00e9 uma t\u00e9cnica que utiliza elementos da hist\u00f3ria de uma marca para despertar emo\u00e7\u00f5es e conectar-se com os consumidores. Para alcan\u00e7ar maior impacto, \u00e9 essencial que os valores da marca estejam em sintonia com a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensemos no caso da Nike. \u00c9 apenas uma marca de desporto? N\u00e3o, \u00e9 muito mais do que isso. \u00c9 o conjunto de valores, miss\u00e3o e prop\u00f3sito que, aliados \u00e0 assinatura \u201c<em>Just do it<\/em>\u201d, procuram inspirar milh\u00f5es de atletas pelo mundo fora. Cada campanha da Nike tem a sua hist\u00f3ria ilustrada, o que resulta em milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es. A mensagem corresponde sempre ao que conhecemos da marca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs grandes marcas mais facilmente contam uma grande hist\u00f3ria\u201d. Esta ideia n\u00e3o \u00e9 necessariamente verdade. Podemos alegar que t\u00eam acesso a melhores meios para venderem as suas hist\u00f3rias; \u00e9 certo. A Nike, voltando a este exemplo, investe cerca de 4000 milh\u00f5es de d\u00f3lares por ano em publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o poder do&nbsp;<em>storytelling<\/em>&nbsp;estar\u00e1 sempre dependente da autenticidade. E ser\u00e1 que todas as marcas t\u00eam algo aut\u00eantico para partilhar? H\u00e1 formas de o descobrir.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma hist\u00f3ria pode dividir-se nos seguintes elementos: contexto, enredo, personagens e tema. Esta estrutura funciona com filmes, s\u00e9ries, livros, pe\u00e7as de teatro. Por que raz\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 de funcionar com uma marca?<\/p>\n\n\n\n<p>O contexto \u00e9 o universo da marca, o enredo \u00e9 a sua origem e percurso, as personagens s\u00e3o quem d\u00e1 vida \u00e0 marca (desde o CEO ao consumidor final) e o tema \u00e9 o conjunto de valores, miss\u00e3o e prop\u00f3sito j\u00e1 mencionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos encontrar esta estrutura na hist\u00f3ria da Delta Caf\u00e9s. No universo do caf\u00e9 desde 1961, a empresa fundada por Rui Nabeiro come\u00e7ou por ter apenas 3 funcion\u00e1rios. Hoje, a fam\u00edlia continua \u00e0 frente do neg\u00f3cio: l\u00edder do mercado nacional de caf\u00e9s, com 3000 empregados e a m\u00e1xima \u201c<em>um cliente, um amigo<\/em>\u201d. Todos os elementos da hist\u00f3ria \u2013 que vimos acima \u2013 est\u00e3o presentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel mundial, a Nike vai continuar a contar a sua hist\u00f3ria. A n\u00edvel nacional, a Delta tamb\u00e9m. Quero acreditar que estes e outros bons exemplos de&nbsp;<em>storytelling&nbsp;<\/em>n\u00e3o v\u00e3o deixar de servir de inspira\u00e7\u00e3o para as velhas, novas e futuras marcas.<\/p>\n\n\n\n<p>Num mundo h\u00e1 muito digital, o&nbsp;<em>storytelling<\/em>&nbsp;enriquece tamb\u00e9m a experi\u00eancia dos utilizadores no online. O Duolingo \u2013 pela forma como nos guia numa jornada de aprendizagem \u2013 e o Spotify \u2013 pelas recomenda\u00e7\u00f5es e&nbsp;<em>playlists<\/em>&nbsp;personalizadas \u2013 s\u00e3o duas refer\u00eancias neste campo. Procuram compreender-nos e colocar-nos no centro da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, com o avan\u00e7ar da Intelig\u00eancia Artificial, esta maior humaniza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 estar em risco? Atualmente, j\u00e1 s\u00e3o v\u00e1rias as ferramentas de AI capazes de criar hist\u00f3rias para as marcas. Fazem-no de forma personalizada, e at\u00e9 emotiva. Isto abre um leque enorme de possibilidades, mas tamb\u00e9m de perigos.<\/p>\n\n\n\n<p>As quest\u00f5es \u00e9ticas n\u00e3o podem cair em esquecimento para as marcas. A Intelig\u00eancia Artificial dever\u00e1 sempre ser um meio, n\u00e3o o fim em si mesmo. De que vale uma narrativa incr\u00edvel, se n\u00e3o \u00e9 a verdadeira?<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos falar de redes sociais, de apps, de ferramentas de AI ou de grandes investimentos. Para mim, nada bate uma boa hist\u00f3ria. Cabe \u00e0s marcas encontrar a sua.<\/p>\n\n\n\n<p>O storytelling passou \u00e0 hist\u00f3ria? Contem-me hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Escrito por Jo\u00e3o Fernandes, Copywriter na Bliss Applications<\/em>, publicado na revista <a href=\"https:\/\/marketeer.sapo.pt\/o-storytelling-passou-a-historia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\">Marketeer<\/mark><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos temos a nossa hist\u00f3ria: moldada com o tempo, pelos caminhos que seguimos e por outros que evitamos. Todos criamos hist\u00f3rias: as de embalar, as que usamos em entrevistas e apresenta\u00e7\u00f5es de trabalho ou as que vivemos no nosso dia a dia. 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