{"id":5599,"date":"2024-08-02T11:08:13","date_gmt":"2024-08-02T11:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.wygroup.net\/standvirtual-deixa-se-guiar-pela-wycreative\/"},"modified":"2024-08-02T15:04:16","modified_gmt":"2024-08-02T15:04:16","slug":"modelos-mentais-a-base-da-racionalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.wygroup.net\/pt-pt\/modelos-mentais-a-base-da-racionalidade\/","title":{"rendered":"Modelos mentais, a base da racionalidade"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Uma ferramenta estrat\u00e9gica em UX<\/h1>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos num mundo que nos sobrecarrega com informa\u00e7\u00e3o, est\u00edmulos e desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomamos decis\u00f5es desde o segundo em que acordamos at\u00e9 ao momento em que nos deitamos.&nbsp; Para lidar com esta complexidade, procuramos padr\u00f5es, inconsciente e conscientemente, que nos ajudam a compreender e navegar pelo que nos rodeia. Pequenas b\u00fassolas internas que nos guiam atrav\u00e9s das experi\u00eancias e da informa\u00e7\u00e3o que absorvemos. A estas b\u00fassolas chamamos <strong>\u201cModelos Mentais\u201d.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estes modelos influenciam a forma como vemos e percebemos o mundo e desempenham um papel preponderante no nosso processo cognitivo e tomada de decis\u00f5es.&nbsp;<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, estas representa\u00e7\u00f5es internas da realidade s\u00e3o influenciadas por uma s\u00e9rie de vari\u00e1veis (emo\u00e7\u00f5es, motiva\u00e7\u00e3o, capacidade limitada de processar informa\u00e7\u00e3o, etc). Consequ\u00eancia? Desenvolvemos vieses cognitivos que influenciam as nossas atitudes e comportamentos e impedem que vejamos o mundo de forma objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><strong><em>\u201cN\u00e3o vemos as coisas como elas s\u00e3o, vemos as coisas como n\u00f3s somos.\u201d&nbsp;<\/em> <\/strong><br><em>Anais Nin<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como podemos elevar a qualidade do nosso racioc\u00ednio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Researchers, para garantir uma recolha e an\u00e1lise de dados real e objetiva, precisamos de identificar e mitigar os nossos pr\u00f3prios vieses cognitivos. Alguns exemplos de vieses que, muitas vezes, afetam a qualidade das nossas decis\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Efeito de Enquadramento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a forma como a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada influencia como esta \u00e9 percebida e avaliada. O enquadramento positivo ou negativo pode alterar significativamente a resposta dos recetores da mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao perguntar ao participante numa entrevista \u201cDe que forma \u00e9 que as novas funcionalidades melhoraram a sua experi\u00eancia?\u201d estamos a ditar a dire\u00e7\u00e3o da resposta. O participante focar-se-\u00e1 no que melhorou, mesmo se existirem outros fatores que tenham contribu\u00eddo negativamente para a sua experi\u00eancia e percep\u00e7\u00e3o de valor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vi\u00e9s de Falso Consenso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tend\u00eancia de acreditar que as nossas opini\u00f5es e comportamentos s\u00e3o comuns e compartilhados pela maioria das pessoas. Partir deste pressuposto poder\u00e1 resultar na superestima\u00e7\u00e3o do grau de concord\u00e2ncia dos outros com as nossas pr\u00f3prias vis\u00f5es, contribuindo para suposi\u00e7\u00f5es err\u00f4neas sobre o p\u00fablico-alvo.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Researchers, quando nos consideramos utilizadores do produto para o qual estamos a trabalhar, h\u00e1 uma tend\u00eancia para assumir que as nossas dificuldades ou satisfa\u00e7\u00f5es ao interagir com o mesmo s\u00e3o universais. Desta forma, descartamos opini\u00f5es distintas das nossas por considerarmos que s\u00e3o&nbsp;<em>outliers<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vi\u00e9s de Confirma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tend\u00eancia de procurar, interpretar e lembrar informa\u00e7\u00f5es que confirmem as nossas cren\u00e7as pr\u00e9-existentes, ignorando evid\u00eancias contr\u00e1rias. Isso poder\u00e1 levar a uma interpreta\u00e7\u00e3o distorcida dos dados, comprometendo a objetividade.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo de Research, existe a tend\u00eancia de procurar informa\u00e7\u00e3o que valide as nossas cren\u00e7as. Este vi\u00e9s \u00e9 muito comum quando estamos a apresentar dados. Damos, por vezes, mais \u00eanfase aos dados que validam aquilo em que acreditamos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-dominant-color=\"967ab6\" data-has-transparency=\"true\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"977\" height=\"508\" src=\"https:\/\/www.wygroup.net\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Imagem1.png\" alt=\"\" class=\"has-transparency wp-image-5601\" style=\"--dominant-color: #967ab6; width:612px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.wygroup.net\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Imagem1.png 977w, https:\/\/www.wygroup.net\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Imagem1-300x156.png 300w, https:\/\/www.wygroup.net\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Imagem1-768x399.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Estes s\u00e3o apenas alguns exemplos que impactam a qualidade das nossas decis\u00f5es. Existem muitos mais e, n\u00e3o s\u00f3 na esfera profissional como na pessoal, \u00e9 fundamental estarmos conscientes que eles existem e reconhecermos quando \u00e9 que ocorrem para garantir que n\u00e3o interferem na interpreta\u00e7\u00e3o objetiva dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;Muitas das decis\u00f5es importantes na vida s\u00e3o tomadas baseadas em informa\u00e7\u00f5es incompletas e julgamentos imperfeitos.&#8221;&nbsp;<\/strong><\/em><br><em>&#8211; Amos Tversky<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Se os modelos mentais resultam da nossa necessidade de compreender o mundo de forma mais eficiente, como podemos aprimor\u00e1-los para torn\u00e1-los mais eficazes?<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m deste reconhecimento dos nossos pr\u00f3prios vieses, podemos tamb\u00e9m aprender sobre novos modelos que melhoram a nossa capacidade de ver as situa\u00e7\u00f5es sob diferentes perspetivas.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>&#8220;A qualidade do nosso pensamento depende dos modelos que est\u00e3o na nossa cabe\u00e7a.&#8221;&nbsp;<\/strong><\/em><br><em>&#8211; Shane Parrish<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Alguns exemplos de modelos que nos v\u00e3o ajudar a pensar melhor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pensamento de Segunda Ordem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Consiste em considerar as consequ\u00eancias das consequ\u00eancias das nossas decis\u00f5es. Desta forma vamos ser capazes de antecipar o impacto a longo prazo e evitar efeitos negativos n\u00e3o intencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Implementar um programa de recompensas pode inicialmente aumentar as intera\u00e7\u00f5es com o produto, mas a considera\u00e7\u00e3o de segunda ordem revela que isso pode levar a comportamentos indesejados, como utilizadores que manipulam o sistema para ganhar recompensas sem realmente interagir com o produto de maneira significativa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Invers\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Consiste em pensar de forma invertida. Quando temos um determinado objetivo, em vez de pensarmos no que podemos fazer para o alcan\u00e7ar, pensamos no que nos pode impedir de alcan\u00e7\u00e1-lo.&nbsp;\u00c9 uma ferramenta poderosa porque destaca os pontos que devem ser evitados ou os erros que podem estar a ser cometidos e que, numa abordagem positiva (\u201cO que preciso fazer para atingir o meu objetivo?\u201d), podem ser negligenciados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tentar melhorar o processo de&nbsp;<em>sign-up&nbsp;<\/em>de uma aplica\u00e7\u00e3o, a invers\u00e3o sugere pensar no desafio de forma a perceber e eliminar barreiras que podem frustrar os utilizadores &#8211; \u201cO que posso fazer para tornar este processo o mais frustrante poss\u00edvel?\u201d. Criando, assim, um processo fluido e intuitivo, que cumpre os objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes s\u00e3o apenas alguns exemplos que, quando bem aplicados, melhoram significativamente o nosso entendimento do mundo e contribuem para uma tomada de decis\u00f5es mais informada e objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso processo \u00e9 importante que caminhemos nesta dire\u00e7\u00e3o &#8211; despirmo-nos de vieses e empatizar com o mundo que nos rodeia. Sabermos aplicar a teoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O caminho para a excel\u00eancia \u00e9 uma aprendizagem constante.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Texto escrito por Teresa Geraldo UX Researcher na <a href=\"https:\/\/www.blissapplications.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">Bliss Applications<\/mark><\/a>. Publicado originalmente na <a href=\"https:\/\/marketeer.sapo.pt\/modelos-mentais-a-base-da-racionalidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">Marketeer.<\/mark><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma ferramenta estrat\u00e9gica em UX Vivemos num mundo que nos sobrecarrega com informa\u00e7\u00e3o, est\u00edmulos e desafios. Tomamos decis\u00f5es desde o segundo em que acordamos at\u00e9 ao momento em que nos deitamos.&nbsp; Para lidar com esta complexidade, procuramos padr\u00f5es, inconsciente e conscientemente, que nos ajudam a compreender e navegar pelo que nos rodeia. 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